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Raízes do Arcadismo Bem Vindo ao nosso Blog! Aqui você encontrará todas as informações sobre este movimento Literário. 
O arcadismo (ou setecentismo) é uma escola literária surgida na Europa no século XVIII e no Brasil, toma forma a partir da segunda metade do século XVIII. À seguir, veremos as principais características, costumes e curiosidades. Contexto Histórico Em meados do século XVIII, na Inglaterra e na França a burguesia passa a dominasr a economia do Estado (devido ao intenso comércio ultramarino), a nobreza arruína-se, e os religiosos levam os problemas teológicos ao descrédito. Nesse momento, geram-se duas manifestações distintas: - o momento poético;
- o movimento ideológico, que traduz a crítica da burguesia aos abusos da nobreza e do clero (Iluminismo).
O Arcadismo tem espírito reformista, querendo mudar o ensino, os hábitos e as atitudes sociais. Portugal e Brasil O despotismo esclarecido manifestava-se em Portugal e teve como figura máxima Marquês de Pombal, que realizou reformas no ensino e expulsou a Companhia de Jesus de Portugal e das colônias. Isso modificou a vida brasileira, em que a cultara jesuítica cede lugar ao Neoclassicismo. 
Adônis e Vênus - Antônio Canova Características das Obras O desejo da natureza, a realização da poesia pastoril, a reverência ao bucolismo (termo utilizado para designar uma espécie de poesia pastoral, que descreve a qualidade ou o caráter dos costumes rurais, exaltando as belezas da vida campestre e da natureza) são traços marcantes da literatura arcádica, disposta a fazer valer a simplicidade perdida no Barroco. - Fugere urbem : fuga da cidade
- Locus amoenus: lugar aprazível, ameno
- Aurea Mediocritas: mediocridade áurea - simboliza a valorização das coisas cotidianas focalizadas pela razão
- Inutilia truncat: cortar o inútil - eliminar o rebuscamento barroco
- Neoclassicismo
- Pseudônimos pastoris: fingimento poético para não revelar sua identidade
- Carpe diem: aproveite o dia
A maioria das características desse estilo literário tiveram influência de Horácio (poeta latino), que propôs a fuga da realidade e a procura de uma vida simples, bucólica, do homem vivendo como os pastores, em oposição aos centros urbanos monárquicos; a luta do burguês culto contra a aristocracia se manifesta nessa busca da natureza. As referências clássicas voltam, e as obras são recheadas de seres da mitologia grega. A linguagem da nova poesia do Arcadismo prevalece a ordem direta, a expressão clara, inteligível, frases adquirem uma suave melodia, predominam adjetivos que expressam suavidade e harmonia. A seleção vocbular prende-se a alguns campos lexicais: Principais Artistas Árcades Literatura: Na França, os novos ideais iluministas são a base dos textos. Os principais autores são Montesquieu (Do Espírito das Leis) e Voltaire que experimenta vários gêneros: tragédia (A Morte de César), poesia (Discurso sobre o Homem), contos fantásticos (Zadig) e romance de fundo moral (Cândido). No final do século, uma visão crítica da aristocracia é dada por Choderlos de Laclos (As Relações Perigosas) e pelos romances eróticos do Marquês de Sade e de Restif de la Bretonne. Na Inglaterra destacam-se Robinson Crusoe, de Daniel Defoe e As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift. Em Portugal, Manuel Maria Barbosa de Bocage (poeta pré-romântico conhecido por seu estilo rebelde e satírico, símbolo da irreverência, da frontalidade, da luta contra o despotismo e de um humanismo integral e paradigmático). 
Montesquieu Voltaire Jonathan Swift Bocage No Brasil, existiram dois tipos de poesias a lírica e a épica. Na poesia lírica se destacam: Cláudio Manuel da Costa, o introdutor do arcadismo no Brasil (Obras poéticas e Vila Rica); Tomás Antônio Gonzaga que escreveu poesias líricas, típicas do arcadismo, com temas pastoris e de galanteio, dirigidas à sua amada, a pastora Marília (Marília de Dirceu), Manuel Inácio da Silva Alvarenga (Glaura). Já na poesia épica destacam-se: Basílio da Gama (O Uraguai) e o frei José de Santa Rita Durão (Caramuru). 
Manuel da Costa Antônio Gonzaga Basílio da Gama Silva Alvarenga Pintura: Jacques Louis David (francês, 1748-1825): foi o mais característico representante do Neoclassicismo. Durante alguns anos controlou a atividade artística francesa, sendo o pintor oficial da corte imperial, pintando fatos históricos ligados à vida do imperador Napoleão. Pintou também temas solenes, personagens e motivos inspirados na antigüidade clássica, através de cores sóbrias. Obras mais importantes: A Morte de Marat (1793); A Morte de Sócrates (1787); As Sabinas; A Coroação de Napoleão em Notre Dame. 
Dominique Ingres (francês, 1780-1867): Ingres preferia os retratos e os nus às cenas mitológicas e históricas. Entre os seus melhores retratos contam-se Bonaparte Primeiro Cônsul, A Bela Célia, O Pintor Granet e A Condessa de Hassonville.A sua obra mais conhecida é Apoteose de Homero, de desenho nítido e equilibrada composição. 
Escultura: Entre os principais escultores destaca-se o italiano Antonio Canova (1757-1822), que retrata personagens contemporâneos como divindades mitológicas como Pauline Bonaparte Borghese como Vênus (1808); Psiché reanimada pelo beijo do amor. 
Música: Destacaram-se: Wolfgang Amadeus Mozart (Áustria); Franz Joseph Haydn (Áustria). Sintetizam os trabalhos de seus antecessores, dando forma definida à Sonata, à música de câmara, ao concerto e à Sinfonia. Com Mozart, as formas clássicas da ópera chegam a seu mais alto ponto de aperfeiçoamento). Ludwig van Beethoven (Alemanha, 1770-1827): marca o apogeu, declínio e final rápido do Neoclassicismo, o que ocorreu no ano de 1810. 
Mozart Haydn Beethoven Arquitetura: Materiais nobres (pedra, mármore, granito, madeiras); processos técnicos avançados; sistemas construtivos simples; esquemas mais complexos, a par das linhas ortogonais; formas regulares, geométricas e simétricas; volumes corpóreos, maciços, bem definidos por planos murais lisos; uso de abóbada de berço ou de aresta; uso de cúpulas, com frequência marcadas pela monumentalidade; espaços interiores organizados segundo critérios geométricos e formais de grande racionalidade; pórticos colunados; entablamentos direitos; frontões triangulares; a decoração recorreu a elementos estruturais com formas clássicas, à pintura rural e ao relevo em estuque; valorizou a intimidade e o conforto nas mansões familiares e decoração de carácter estrutural. 
Teatro: No teatro neoclássico a racionalidade predomina, revalorizam-se o texto e a linguagem poética. A tragédia mantém o padrão solene da Antiguidade. Entre os principais autores está Voltaire. A comédia revitaliza-se com o francês Pierre Marivaux (O Jogo do Amor e do Acaso), os italianos Carlo Goldoni (A Viúva Astuciosa) e Carlo Gozzi (O Amor de Três Laranjas), o francês Caron de Beaumarchais (O Barbeiro de Sevilha e de As Bodas de Fígaro). 
Marivaux Goldoni Gozzi Beaumarchais
Escrito por Neoclassicismo às 20h11
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